Bom, galera, na verdade quando te oferecem o-emprego-dos-sonhos (e quando o salário é ótimo) você esquece por alguns momentos que pode ser bem assustador estar em um lugar estranho, cheio de gente, porém sem nenhum conhecido por perto. Cheio de novas regras e uma máquina de café com seis botões. Com um microondas que você nunca viu. Com coma a vontade por R$7 e ainda ser caro.
Claro que as pessoas são legais, simpáticas, alegres, comunicativas e acolhedoras. Mas são 30 pessoas só aqui no 11° andar, sem nenhum Heron ou Lucas. Ok, ok, tem chá de limão e um monitor de 19″ (da Philips, nunca trabalhei em algo tão gigante) , além de sorrisos e ajuda, mas…
É impossível não lembrar de quando saí da ETE (lugar perfeito, cheio de amigos e carinhos, extremamente seguro, quentinho e confortável) e fui pro São José (onde não conhecia ninguém e todas eram patys mimadas me julgando). Droga! Preciso ser menos neurótica, menos estressada, menos medrosa! Tenho de lembrar que, mesmo no São José, surgiu o Emanuel…
*suspira*
Outras coisas paralelas estão acontecendo e eu estava meio pilhada… Até que hoje de manhã, em pé no metraclass, o Rappa disse na minha orelha
“O mar escuro (eh)
Trará o medo
Lado a lado com os corais
Mais coloridos”
Então… Esperar esse mês de boas vindas passar e fazer de tudo para que dure menos de um mês.
Na verdade, peça pra que dure muito mais de um mês… Odieo quando as pessoas deixam a cortesia de ladoe passam a te cobrar como se você soubesse de tudo…
=*
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