Reflexões

Plenitude

Sou inconstante e acho que essa é uma das minhas maiores belezas.

Sou sincera, por isso respeito minha inconstância.

Dias quero dar unfollow geral, dias adiciono todos os RSS que vejo pela frente e todos que me dão reply no twitter.

Dias estou bonita, dias estou detestável, mas mesmo nos dias detestáveis ainda há um pouco de beleza.

A beleza sincera da inconstância.

Meses que passo lendo apenas os artigos compartilhados, meses que leio romances épicos.

Meses que só jogo tempo fora, meses que fecho RPG no DS.

Meses que assisto televisão para desligar o cérebro, meses que acompanho duas ou três séries ao mesmo tempo.

Meses de solidão se converteram em meses de companhia, mas ainda tenho espaço e liberdade de silêncio.

Meu silêncio cálido da beleza sincera da inconstância.

Tem dias que o twitter está fantástico, tem dias que eu não consigo discutir nos comentários do Google Reader.

Tem dias que o metrô está vazio, mas na grande maioria deles eu tenho preguiça de ir de pé de qualquer forma.

Tem dias que eu choro, que eu tenho vontade de chorar. Então eu esfrego os olhos, estico os braços para cima e procuro estender todos os meus músculos tensos. Levanto, tomo água, ponho música alta, respiro fundo e vou em frente.

Mas na maioria dos dias eu não economizo sorrisos.

Faz parte da beleza sincera de se descobrir e ser plena.

Um comentário em “Plenitude”

Deixe um comentário