Livros

Orgulho e preconceito

Chama “sair da área de conforto” e não “confronto” por algum motivo: é penoso deixar o que a gente está acostumado e se aventurar por temas novos na leitura. Eu tive muita dificuldade com o começo de “Orgulho e Preconceito”, obra prima de Jane Austen, datada de 1813.

Além da linguagem rebuscada, o hábito de identificar as pessoas pelo sobrenome e diferir homem da esposa apenas por “Mr” e “Mrs” (pra minha leitura meio dinâmica foi o caos saber quem era quem), o machismo óbvio da época, o tema do livro também foi duro de engolir.

Conta a história de cinco irmãs que moravam na Inglaterra e como a mais espertinha, Elizabeth, casou.

Pra quem está acostumado a ler como o Homem descobriu outros mundos e civilizações, enfim, foi um saco.

Mas chega um ponto, na mais enfadonha das histórias, que você se apega aos personagens. Eles começam a traçar uma trama que te deixa curioso pra saber como vai acabar. Além disso, eles vão se desenvolvendo, crescendo, e é impossível não se apaixonar.

Quando você está super envolvido e empolgado, vem o final de novela: lindo e otimista. O que te faz sentir um alívio por ter lido uma história até que muito bonitinha.

“Orgulho e Preconceito” também contribuiu para minha grafia e para refletir: se apenas há 200 anos atrás meninas se casavam a partir dos 15 (e 27 era um absurdo de velha), e esta era sua única chance de ter uma boa vida…

É um alívio que todas as lutas feministas tenham acontecido neste período. Eu gosto de trabalhar, estudar, votar, ser inteligente e independente. Não conseguiria ser feliz dependendo de um homem pelo resto da vida apenas pelo meu sustento.

Ainda bem que essa fase passou.

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