Cabine de comando

Divertidamente

Eu não ia no cinema desde novembro do ano passado então não vão achando que posts de filmes vão ser frequentes aqui não. Mas quando vi o trailer de Divertidamente (ou Inside Out) achei tão diferente que deu muita vontade de ver. (E a sessão tava vazia  mas aí foi só sorte mesmo).

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Riley é uma garota de 11 anos que está passando por duas grandes mudanças: a saída da infância para a adolescência e uma mudança com os pais para outra cidade. Em sua mente, tudo funcionava bem, até que a Tristeza começa a corromper suas memórias. Na ânsia de consertar as coisas, Alegria acaba sendo expulsa do centro de comando, junto com a Tristeza. Enquanto elas tentam voltar, Nojinho, Medo e Raiva tomam o controle – e Riley o perde.

Depois de “E se brinquedos tivessem sentimentos?” “E se peixes tivessem sentimentos?” “E se o monstro da hora de dormir tivesse sentimentos?” a Disney e a Pixar lançaram “E se sentimentos tivessem sentimentos?”. Fiquei lembrando disso que li em algum lugar sobre o filme e não deixa de ser verdade. Só que ao mesmo tempo que isso parece bobo e até engraçadinho, precisamos lembrar que é da Pixar e da Disney que estamos falando. Aquela que te fez chorar quando a esposa do velhinho dos balões morreu. Aquela que matou, isso mesmo, o pai do Simba.

(talvez eu tenha um amigo que tenha chorado nos primeiros minutos de wall-e porque o ROBÔ ESTAVA MUITO SOZINHO então vamos refletir sobre o poder da DisneyPixar de fazer a gente chorar).

Divertidamente não é sobre chorar, mas é sobre a tristeza. Eu já falei sobre a tristeza (umas mil vezes, mas esse link serve). Eu acho a tristeza uma emoção muito discriminada. A alegria é muito overrated. Ninguém pode nem pensar em se sentir triste, sabe, você tem aquela pressão de ser feliz o tempo todo. Isso me cansa muito. Tem dias que eu fico bem aliviada por ter algum motivo para estar melancólica porque nossa, não sou obrigada a estar 100% feliz hoje que minha unha encravou, ufa.

No filme a Alegria é bem chata. Inconveniente, até. Ela é tão segura de si e tão otimista e tem tanta certeza que a Tristeza não serve pra nada que é quase uma vingança quando ela nota que precisa da Tristeza pra viver.

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O que é a lição do filme, na verdade.

Já dizia o poeta,

THE PAIN DEMANDS TO BE FELT.

Eduardo jura por deus que isso é “filme de adulto” porque as crianças da sessão (umas três) não se empolgaram tanto quanto, bem, eu. E sim, o filme é bem cativante para adultos e passa essa lição importante: a tristeza existe e serve para te manter saudável, e você precisa se sentir triste quando se sentir triste, ué. Evitar vai fazer tudo ficar uma droga. Mas eu tenho certeza que as crianças vêem o filme de outras formas e se divertem quando se identificam com a personagem. E também é importante para elas saberem que é ok ficar triste de vez em quando. Acontece.

Eu só acho que não gostei taaaanto assim da execução. Mas pode ser

a) o cinema que eu fui, que parecia meio que o Metrópole antes da reforma, pra quem é de São Bernardo;
b) o fato de ter visto em 2D (e mesmo assim ter pago R$20, o que achei caríssimo); ou
c) que eu era adulta demais para um filme da DisneyPixar, mas claro que não é isso, porque ninguém fica adulto demais para filmes da DisneyPixar.

Até gostei da ideia da mente ser representada de um jeito diferente do mundo lá fora, mas não sei. Não pareceu tão… caprichado.

Também detestei o curta do início. Eram duas montanhas cantando uma lenda de amor do Hawaii. zzzzzz.

Mas vale assistir, sim, para aprender a lidar com essa bolinha azul tão detestável – e atingir um tiquinho mais de equilíbrio emocional.

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Ps. As cenas enquanto estão rolando os créditos são umas mil vezes melhores que o curta do início, dica 

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